As imagens classificadas nesta aula como “descanso visual” foram utilizadas para compor a estética da aula e possibilitar maior conforto para os alunos videntes, sem trazer informações relevantes para o estudo do conteúdo. Assim, terão apenas uma descrição resumida.
Como aprendemos na aula anterior, a pesquisa, seja a escolar ou a acadêmica, é uma importante estratégia didática para a produção do conhecimento e uma forma de exercitar a educação continuada.
Aprender a pesquisar, tanto na escola quanto na universidade, é construir um conjunto de conhecimento muito importante para a vida como pessoa de sucesso que é capaz de continuamente aprender a aprender. Isso porque, estudar as disciplinas de Pesquisa e Prática em Educação ou as disciplinas de Metodologia Científica é conhecer as técnicas de estudo e de leitura, as formas de fazer sínteses e análises, exercitar a escrita e as normas científicas.
Em suma, é produzir conhecimento por meio da leitura e das várias formas de interpretar essas leituras, como: elaborar resumos, resenhas, projetos de pesquisa e por fim o trabalho de conclusão de curso (TCC).
Por essas razões, nesta aula vamos estudar um pouco sobre o ambiente da pesquisa acadêmica e entender a importância em ser um graduando e aluno pesquisador. Então, vamos lá?
Para iniciarmos essa aula, assista a esse pequeno vídeo Um Cientista, Uma História que aborda a trajetória da pesquisa e da ciência com um velho conhecido nosso: Santos Dumont.
Percebeu que para olharmos a realidade de maneira diferente, precisamos vê-la de forma criativa, inventiva e questionadora como fazia Santos Dumont? Então, na universidade e na sociedade precisamos também ter um novo olhar: questionador e criativo.
Estar em uma sala de aula universitária, seja ela presencial ou virtual, não pode ser apenas uma rotina de comparecer às aulas, ler o conteúdo e assistir às videoaulas. A construção da formação acadêmica deve ser mais do que estar em sala ouvindo e copiando. Claro que realizar as atividades solicitadas pelos professores e fazer as avaliações são tarefas muito importantes para a construção de seu processo acadêmico.
Mas, veja que não pode parar aí.
É necessário que você, um graduando, enriqueça seu conhecimento e sua formação continuamente. Para que isso aconteça é interessante que você seja sempre estimulado a pesquisar, a participar de atividades e eventos científicos dentro e fora da sua universidade, como: seminários, congressos, encontros acadêmicos.
Faça visitas e estágios leia livros e obras relacionadas com sua área de formação, participe de grupos de pesquisa na sua universidade, pois assim você, juntamente com seu professor orientador do grupo de pesquisa, pode publicar artigos em jornais e revistas científicas e especializadas na sua área.
Esse fatores contribuem, substancialmente, para o incremento do seu currículo e de sua formação.
Para conhecer um pouco mais sobre eventos de pesquisa, acesse os sites das universidades e instituições de pesquisa. Visite a página do Seminário de Pesquisa da Estácio e conheça sobre pesquisa dentro da sua universidade.
Também é importante que você participe de um grupo de pesquisa dentro de sua unidade Estácio. Para mais informações acesse a página que trata sobre Iniciação Cientifica.
Já vimos, na aula anterior, que a pesquisa acadêmica se diferencia de outros tipos de pesquisa, porque além de ser uma atividade buscando respostas a uma questão, também tem regras e normas científicas que precisam ser seguidas e rigorosamente observadas.
No Brasil, seguimos as normas da ABNT — Associação Brasileira de Normas e Técnicas para a elaboração de trabalhos acadêmicos.
Conheça um pouco mais da aplicação dessas normas em: Como fazer referência de site na ABNT em trabalhos acadêmicos.
Certamente, um aluno pesquisador tem diferenciais, não só na escola ou universidade como também no mundo social e laboral, pois o exercício da pesquisa é desenvolver competências de investigação, de escrita, de autoria, éticas, técnicas e tantas outras.
Pesquisar é antes de tudo aprofundar e ampliar o conhecimento e produzir novos saberes, novas técnicas, novas soluções que visam ao bem-estar de outras pessoas.
O tema “pesquisa” no Brasil tem sua origem e história ligadas à criação da CAPES — Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior — na década de 1950.
Naqueles anos houve no Brasil um período de prosperidade de desenvolvimento social e econômico. Esse fato estimulou a necessidade de uma instituição que fomentasse e cuidasse da pesquisa no país. Por esse motivo foi criada a CAPES, em 1951, uma fundação vinculada ao MEC — Ministério da Educação —, com o objetivo de criar e expandir a pós-graduação no Brasil.
O professor Anísio Teixeira (1900-1971) também participou da CAPES em seus primeiros anos de fundação. E, claro, deixou sua marca em busca da qualidade da escola pública.
Com as demandas sociais, no decorrer dos anos, a partir de 2007 a CAPES começou a contribuir no campo de formação de professores da educação básica, na educação continuada e qualificação de pessoal no Brasil e no exterior1, sobretudo, incentivando a pesquisa em seus vários níveis.
O CNPq elabora políticas na área de ciência, inovação e tecnologias que estejam focadas no desenvolvimento social brasileiro e no reconhecimento de entidades (escolas e universidades) que fazem pesquisa e também de pesquisadores.
Um dos projetos desenvolvidos pelo CNPq é o Programa Jovem Cientista. Criado nos anos 1980 para estimular a pesquisa e a inovação entre os jovens do Ensino Médio e do Ensino Superior no país.
Outro programa muito interessante e que você também pode utilizar é o Ciência Sem Fronteiras. Esse tem como objetivo expandir e internacionalizar a ciência e a tecnologia, a inovação e a competitividade no Brasil, mediante o intercâmbio e a mobilidade dos estudantes nos mais diferentes países.
Concede bolsas de estudos de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação realizarem estágio.
Que tal investir em você e na sua formação e participar do programa Ciência Sem Fronteira?
Se você sentir que o idioma pode ser um obstáculo nesse sonho de fazer intercâmbio em outro país, utilize outra política pública do MEC: o Idioma sem Fronteiras (IsF)2.
Para saber mais acesse a página Idioma sem Fronteiras.
Então, o que você está esperando para utilizar essas políticas públicas excelentes para sua formação?
1. Assista ao vídeo O que é “Jovem Cientista”. Em seguida, estabeleça algumas competências que o jovem desenvolve ao fazer pesquisas.
Gabarito comentado
Utiliza materiais de apoio, atividades extraclasse, desenvolvimento de habilidades em várias áreas e elaboração de pesquisa para a produção de conhecimento.
Quais são os ambientes de pesquisa? Você já pensou sobre isso? Assista ao vídeo CNPq Institucional 2016 a seguir e tente pensar sobre esse tema.
Algumas pessoas podem pensar que a pesquisa científica só é realizada dentro de laboratórios muito especiais e incrementados, e que fazer pesquisa, publicar artigos e contribuir para a inovação é uma atividade de cientistas com muito tempo de estudos. No entanto, vimos que o CNPq incentiva a formação de pesquisadores brasileiros em vários patamares de estudo e entre esses estão o nível médio e o nível superior.
Para saber mais acesse a notícia Vencedores do 28º Prêmio Jovem Cientista serão homenageados.
Antes de entrar para a universidade já é possível fazer pesquisa, como vimos na reportagem do Saiba Mais com relação à premiação aos alunos do ensino médio.
Bons professores afirmam categoricamente que não se deve limitar a pesquisa e seus processos a uma tarefa exclusiva de um grupo especial de cientistas. Ao contrário, devemos incentivar o uso e o exercício da pesquisa desde as primeiras séries, no sentido de os estudantes começarem, logo cedo, a participar de atividades e experiências científicas.
Com o passar do tempo, o estudante deve ser apresentado, paulatinamente, a níveis mais elaborados de pesquisa e de ciência, até chegar à graduação com um letramento científico que garanta a participação em grupos de discussão e pesquisa.
Leia um texto muito interessante que discute sobre essa questão: Pesquisa como prática investigativa na educação infantil.
Podemos concluir que o espaço da pesquisa é o espaço do conhecimento e deve começar muito cedo na vida dos estudantes. Essa estratégia didática da investigação favorece o desenvolvimento de competências necessárias na contemporaneidade, tais como:
Aprender a aprender.
Aprender a investigar.
Aprender a desenvolver o pensamento lógico.
Aprender a lidar com o outro.
Todas essas atividades realizadas pelo estudante irão ajudá-lo nos processos de leitura e interpretação, itens importantes e deficientes quando avaliamos os estudantes brasileiros, conforme resultados do PISA — Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.
Veja como a comunidade internacional avalia os jovens brasileiros e pense na importância da pesquisa em nossas salas de aula. Acesse a página intitulada Resultado do PISA de 2015 é tragédia para o futuro dos jovens brasileiros, afirma ministro.
A dificuldade de escrita, interpretação, pensamento lógico e conhecimentos dos instrumentos de pesquisa podem favorecer e acentuar um grave problema nas escolas e nas universidades: o plágio3.
Quando um aluno copia parte do trabalho de outrem, está afirmando que aquele trabalho lhe pertence, ou seja, que é uma produção autoral sua. Isso é plágio. E plágio é crime previsto no Código Penal Brasileiro4, no art. 184 que diz: “Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa” (BRASIL. CP, art. 184).
É muito importante que pesquisemos vários artigos, livros e textos na internet ou em bibliotecas físicas, mas, sempre tenhamos o cuidado de citar o autor e depois referenciar a obra no final do trabalho. Essa regra vale para todos os trabalhos que fizermos dentro e fora da universidade.
Procure participar de grupos de estudos em sua unidade Estácio e de grupos de iniciação científica realizados também a distância aqui na Estácio. O graduando que lê, estuda e pesquisa tem um diferencial na universidade e no mundo social e do conhecimento. Fato que lhe abrirá muitas portas em várias instâncias sociais e acadêmicas.
Assista ao vídeo Como funciona a produção científica e entenda um pouco mais sobre a produção científica na universidade e a importância do aluno pesquisador e do professor pesquisador.
O aluno e o professor pesquisador são pessoas que têm a pesquisa como base dos estudos ou da profissão. O aluno pesquisador é o estudante que não se contenta com os conhecimentos aprendidos na sala de aula presencial ou virtual ou no aprendizado dos conteúdos. Ao contrário, esse estudante pesquisador quer mais.
Ele quer aprender por meio:
Do pensamento reflexivo.
Da solução de problemas vinculados com atividades reais.
Da solução de questões modernas em que possa aplicar conhecimentos aprendidos na escola ou na universidade.
De maneira individual e em grupo.
Por essas razões, podemos definir o professor pesquisador como um profissional capaz de unir teoria e prática por meio das práxis, ou seja, de uma prática refletida que visa à humanização e à transformação das pessoas para conviverem de uma maneira melhor e objetivando o bem comum.
A reflexão é um processo que ocorre antes, depois e durante a ação do professor, constituindo um processo de reflexão na ação e sobre a ação.MIRANDA, 2006, p. 134.
Ensinar não é apenas transmitir conteúdos para um professor que é pesquisador, mas acima de tudo uma ação pedagógica tendo como base a autonomia de pesquisa e de pensamento para a construção de conhecimento. Um professor que reflete sobre sua própria atividade pedagógica diária e entende que a realidade escolar é um valioso objeto de pesquisa e atuação em que precisa agir de maneira didática e pedagógica, mas sobretudo, ter um novo olhar: o olhar pesquisador de que a escola e seus espaços são objetos de análise e reflexão, portanto objetos de pesquisa. (Nóvoa, 2001)
Assista ao vídeo: Função da Escola.
2. O espaço da pesquisa científica é:
I. Exclusivo de uma elite de pesquisadores.
II. Importante que seja realizado por alunos orientados por professores.
III. Próprio para o conhecimento e deve começar muito cedo na vida dos estudantes.
Entre os itens anteriores, está(ão) correto(s):
3. Plágio é:
I. Cópia de trabalhos ou parte do trabalho de outras pessoas sem as devidas referências.
II. Bom para a produção acadêmica e a construção do conhecimento discente.
III. Crime previsto no Código Penal Brasileiro, no Art. 184.
Entre os itens anteriores, está(ão) corretos:
4. Podemos afirmar que o CNPq:
I. Tem como tarefa incentivar a pesquisa científica e tecnológica no Brasil.
II. Estimula a formação de pesquisadores no país.
III. Cria políticas na área de ciência, inovação e tecnologias que estejam focadas no desenvolvimento social brasileiro.
Entre os itens anteriores, está(ão) corretos: